terça-feira, 15 de maio de 2012

"Cada novo degrau no acesso à liturgia era, para mim, um grande acontecimento. Cada livro novo me era uma preciosidade, e eu não podia sonhar com nada mais lindo. Foi para mim uma aventura cativante esse lento acesso ao misterioso mundo da liturgia, que lá no altar, diante de nós e para nós, se realizava. Tornou-se cada vez mais claro para mim o que eu me encontrava aí diante de uma realidade que não foi inventada por uma pessoa qualquer, e não havia sido criada por uma autoridade ou grande personagem. Essa misteriosa fusão de textos e ações tinha nascido da fé da Igreja, através dos séculos. Carregava dentro de si o peso de toda a história, mas era, ao mesmo tempo, muito mais do que um produto da história humana." 
(Papa Bento XVI, em Lembranças de Minha Vida)

terça-feira, 17 de abril de 2012

O coroinha e a Páscoa

Estamos celebrando a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Páscoa que quer dizer passagem. Como o coroinha deve viver este tempo? Sabemos que o serviço que o coroinha presta à Comunidade cristã não ocupa todo o tempo da sua vida, antes, apenas uma parte do seu tempo.
O fato é que seja como for, o coroinha deve entender que a sua vida como tal deve ser vivida à luz do mistério pascal. Portanto, deve entender aquelas palavras que São João escreve em sua carta: "Passamos da morte para a vida quando amamos o irmão".
Desta forma, ao servir no altar primeiro por amor a Deus, mas também por amor aos irmãos o coroinha está passando da morte para a vida, está vivendo numa dinâmica pascal. Da mesma forma, ao sair do altar e ao voltar para a convivência com a família e com os entes queridos o coroinha deve continuar na mesma disposição de passar da morte para a vida, de continuar a amar os irmãos através do serviço prestado no dia a dia. Seria bom cada coroinha examinar se está vivendo nesta dinâmica e tentar perceber o que de fato o anima no serviço a Cristo e aos irmãos.
Padre Antônio Aguiar

domingo, 8 de abril de 2012

Santa Páscoa

Terminou a Quaresma, entramos na celebração da Páscoa, isso é, da Ressurreição de Jesus. Tempo do coroinha buscar verdadeiramente permitir que o Ressuscitado possa transparecer através das suas atitudes seja no altar, seja fora dele.
Em tudo o que o coroinha fizer ele ou ela devem permitir ou querer que as pessoas possam ver a alegria de alguém que serve a Cristo que está vivo e que permanece conosco, conforme sua Promessa: "Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos!"
Aproveito para desejar a todos os coroinhas uma Santa Páscoa cheia da presença do Ressuscitado.
Padre Antônio Aguiar

domingo, 1 de abril de 2012

Viver a Semana Santa

Estamos iniciando a Semana Santa, Semana em que celebramos a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Como viver esta semana?
Em primeiro lugar, o coroinha deve procurar fazer um bom exame de consciência. Não se esquecer que o mandamento da Igreja pede que se confesse ao menos pela Páscoa da Ressurreição.
Segundo: Procurar um sacerdote e fazer uma boa confissão.
Terceiro: Se tiver mais de quinze anos não se esquecer de que está obrigado do jejum na Sexta feira santa e todos estão obrigados a não comer carne na sexta feira da Paixão.
Quarto: O coroinha deverá participar de todas as celebrações litúrgicas e não somente aquela para a qual estiver escalado.
Quinto: O coroinha não pode se esquecer que a celebração da Vigília Pascal não é a Missa de Páscoa. No domingo a Missa de Páscoa é de preceito, o coroinha precisa participar.
Sexto: Procurar criar um clima de recolhimento. Evitar especialmente na sexta feira da Paixão som, internet, etc, que possa perturbar o clima de silêncio e respeito pela Paixão do Senhor.
Então, Boa Semana Santa e Feliz Páscoa a todos!
Padre Antônio Aguiar

segunda-feira, 26 de março de 2012

Para pensar

Ser coroinha é estar a serviço: a serviço do altar e do próximo. Servir ao altar não é apenas ajudar o padre, transportar os objetos litúrgicos ou executar as funções que lhe são próprias. Servir ao altar é muito mais: é participar do Mistério Pascal de Cristo, ou seja, da Paixão-Morte-Ressureição de Cristo. Servir ao altar é estar aos pés da cruz, é contemplar o Cristo ressuscitado com os olhos da fé e viver alegremente o Evangelho.
Estar a serviço do próximo é estar pronto para a doação e a entrega, é ser amparo e consolo para os que necessitam, é saber amar e viver a caridade. A vida de Cristo foi dedicada a servir o próximo. Da mesma, forma o coroinha é chamado a servir como Cristo.

terça-feira, 20 de março de 2012

Responsabilidade dos Coroinhas


 
1.- Participar das reuniões; missas e demais compromissos assumidos.
2.- Seja pontual.Chegue a tempo para as reuniões e celebrações.
3.- Seja organizado.Esteja sempre limpo, cabelo penteado e presos, calçados e roupas       bem arrumados.
4.- Seja cuidadoso com as coisas da igreja e do altar.
5.- Trate dos paramentos e objetos litúrgicos com respeito como objetos destinados ao culto divino.
6.- Seja humilde e preste atenção ao que lhe for ensinado.
7.- Durante os atos litúrgicos evite conversas,risos ou brincadeiras (durante as celebrações evitar circulações no presbitério).
8.- Cultive o gosto pela oração e leia um trecho da Bíblia cada dia.
9.- Dedique-se ao estudo da liturgia,a fim de celebrar cada vez melhor.
10.- Observe o silêncio na igreja e na sacristia.E mantenha a concentração, principalmente antes de começar o ato litúrgico.
 

sexta-feira, 2 de março de 2012

Vamos meditar a Paixão de Nosso Senhor?

VIA-SACRA - ESCOLA VENEZIANA – SÉC. XVIII 
CATEDRAL DE PÁDUA
Nona Estação: Jesus cai pela terceira vez.

                Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos;
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.

Que sofrimento nessa terceira queda de Jesus! O peso da Cruz esmaga-o e os esforços cruéis dos seus carrascos mal conseguem levantá-lo.Jesus, antes de ser elevado na Cruz, quer cair uma terceira vez e assim dizer-nos de certo modo quanto sente por não poder fazer a volta do mundo com a Cruz às costas.Jesus virá a mim, em Viático, pela última vez antes de deixar eu também esta terra de exílio. Não me recuseis, Senhor, tão preciosa Graça – a mais preciosa de todas, o complemento de todas as outras.Seja-me dado, porém, receber-vos piedosamente nessa derradeira Comunhão tão cheia de amor!
         Ah! quão terrível é a queda de Jesus ao cair pela última vez no coração dum moribundo impenitente que, a todos os pecados passados, acrescenta o crime do sacrilégio e recebe indignamente aquele que vai brevemente julgá-lo, profanando destarte o Viático de sua salvação.Quão doloroso lhe deve ser encontrar-se num coração que o detesta, num espírito que o despreza, num corpo de pecado todo entregue a satanás.E que julgamento terão esses desgraçados? Só a ideia faz tremer.
     Perdão, Senhor, perdão por eles. Rogamo-vos por todos os moribundos. Dignai-vos conceder-lhes a Graça de morrer em vossos braços depois de vos ter recebido dignamente no santo Viático.

         Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória...
       Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia! E, as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.

Cai terceira vez prostrado, 
Pelo peso redobrado, dos pecados e da cruz
Pela Virgem dolorosa, vossa Mãe 
tão piedosa, perdoai-me ó meu Jesus,
perdoai-me ó meu Jesus. 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Vale a pena pensar!!!

VOCÊ É CHAMADO A SER COROINHA.
Não é uma escolha pessoal apenas. É uma proposta de Deus que o chama através de sua comunidade.

           SER COROINHA NÃO É UM PRIVILÉGIO.
               É UM SERVIÇO... UM MINISTÉRIO!!!

Veja algumas atitudes que são necessárias ao coroinha:

- Espírito de disponibilidade: estar pronto para ajudar.
- Espírito sensível: estar atento às necessidades.
- Espírito de equipe: ninguém constrói nada sozinho, muito menos a Igreja e o Reino de Deus. Portanto, no grupo de coroinhas não deve haver competição, mas ajuda, companheirismo e amizade.
- Espírito de fé: a celebração eucarística é o momento mais forte da vida da comunidade. É ali que todos celebram suas vidas, suas lutas pela justiça e a fraternidade. Por isso, o coroinha não está no altar como se estivesse fazendo um teatro. Ele está ali para ajudar a comunidade a rezar. Assim, deve participar da celebração com atenção e piedade.
Gostei e compilei.
Padre Antônio Aguiar

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Vamos meditar a Paixão de Nosso Senhor?

VIA-SACRA - ESCOLA VENEZIANA – SÉC. XVIII 
CATEDRAL DE PÁDUA
Oitava Estação: Jesus consolando as filhas de Jerusalém.

                Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos;
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.

Jesus, esquecendo Seus sofrimentos, enxuga as lágrimas das piedosas mulheres.É missão do salvador consolar os aflitos e perseguidos. Na Eucaristia  é nosso consolador. Espera que as almas O acompanhem no abandono e na ingratidão em que é deixado: e quão poucos se lembram de Jesus! Ele está ali dia e noite! Que ingratidão! Se Seus olhos pudessem chorar, quantas lágrimas deveriam derramar por nós!      
Oh! Jesus, acetai meu amor reparador, e sede minha única consolação e conforto nas horas do sofrimento.

         Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória...
       Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia! E, as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.

Das matronas piedosas,
filhas de Sião, chorosas, 
é Jesus consolador.
Pela Virgem dolorosa, vossa Mãe
tão piedosa, perdoai-me ó meu Jesus,
perdoai-me ó meu Jesus.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Mensagem de Sua Santidade Bento XVI para a Quaresma de 2012

«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (Heb 10, 24)
Irmãos e irmãs!
A Quaresma oferece-nos a oportunidade de reflectir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.
Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da fé» (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre actual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.
1. «Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.
O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e todavia são objecto de solícita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé.
Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem.
O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o facto de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo actual sofre sobretudo de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).
A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios.
O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende» (Prov 29, 7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio.
O encontro com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança. O facto de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correcção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje é-se muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correcção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem.
Entretanto a advertência cristã nunca há-de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correcção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais rectamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.
2. «Uns aos outros»: o dom da reciprocidade.
O facto de sermos o «guarda» dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de a considerar na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a actual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã! O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem à construção da comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar «o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos» (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correcção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.
Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação. Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada com a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que «os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros» (1 Cor 12, 25) – afirma São Paulo –, porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica-se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e omnipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a acção do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5, 16).
3. «Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.
Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efectivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4, 13). É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.
Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua. Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre actual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).
Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Vamos meditar a Paixão de Nosso Senhor?

VIA-SACRA - ESCOLA VENEZIANA – SÉC. XVIII 
CATEDRAL DE PÁDUA

Sétima Estação: 
Jesus cai pela segunda vez.

                Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos;
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.

Jesus cai pela segunda vez: sobrevêm no Vosso sofrimento, redobram os maus tratos de carrascos. Quantas vezes tíbios que O recebem sem preparação e sem piedade, e O deixam partir sem Amor, nem agradecimento. Assim a Eucaristia se torna estéril, embora seja fonte de todas as graças
Oh! Divino Salvador, eu vos peço perdão pelas comunhões tíbias e feitas sem devoção.

         Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória...
       Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia! E, as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.

Outra vez desfalecido, pelas dores
abatido, cai em terra o Salvador.
Pela Virgem dolorosa, vossa Mãe
tão piedosa, perdoai-me ó meu Jesus,
perdoai-me ó meu Jesus.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O MILAGRE DA ESCADA DE SÃO JOSÉ.


Há na cidade de Santa Fé, no Estado do Novo México, EUA, uma capela conhecida como Loretto Chapel. Nela destaca-se uma bela e despretensiosa escada. A piedade tradicional atribui a construção a São José. 
Em 1898 a Capela passou por uma reforma. Um novo piso superior foi feito, porém faltava a escada para subir. As Irmãs consultaram os carpinteiros da região e todos acharam difícil fazer uma escada numa Capela tão pequena. 

As religiosas, então, rezaram uma novena a São José para pedir uma solução. No último dia da novena, apareceu um homem com um jumento e uma caixa de ferramentas. Ele aceitou fazer a escada, porém exigiu que fosse com as portas fechadas. 
Meses depois a escada estava construída como queriam as Irmãs. No momento de pagar o serviço, o homem desapareceu sem deixar vestígios. As religiosas puseram anúncios no jornal local e procuraram por toda a região sem encontrar quaisquer noticias ou informações sobre o ignoto carpinteiro.
Nesse momento as Irmãs perceberam que o homem poderia ser São José, enviado por Jesus.

Há vários elementos que reforçam a aura de piedoso mistério que envolve a construção da escada:

A madeira utilizada não é da região, e ninguém sabe como foi parar lá. Também não foi utilizado prego na escada, apenas pinos de madeira.
Além do mais, hoje soa misterioso que ela se mantenha em pé pois é do tipo caracol e não tem apoio central. Na verdade apenas um apoio colateral metálico foi acrescentado a posteriori que não resolve a essência do incógnita. Diz-se que engenheiros e arquitetos não conseguiram desvendar a física por trás da obra. 
Por fim, a escada tem 33 degraus, a idade de Jesus Cristo, o que reforça ainda mais a suposição de um fenômeno de origem sobrenatural.

A Capela recebe em média 200 casamentos por ano e centenas de turistas. Ela ficou conhecida como a Escada Milagrosa. Grande número de artigos e programas de TV foram dedicados a ela e seus “mistérios”. O essencial do piedoso relato encontra-se no site oficial da Capela .



domingo, 12 de fevereiro de 2012

Bendito o que vem em nome do Senhor!

Neste dia 12 de fevereiro toma posse como Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Niterói, Dom José Francisco. Será às 15 horas no Estádio Caio Martins em Niterói - RJ. Queremos dar as boas vindas ao nosso Pastor e Pai, e queremos como coroinhas demonstrar-lhe nossa gratidão e nossa obediência filial, dizendo-lhe: "Bendito o que vem em nome do Senhor!"
Como Pastor dessa imensa grei, desse imenso rebanho que lhe é confiado pelo Senhor, o aguardam numerosos desafios, por isso, o novo Pastor necessita de nossas orações. Quero convidar você coroinha a orar pelo nosso Arcebispo todos os dias. Ao final deste, podemos rezar juntos:
"Senhor nosso Deus, Pastor e Guia de todos os fiéis, olhai com bondade para N..., Bispo da nossa diocese; amparai-o com o vosso amor para que, com a sua palavra e exemplo, conduza o povo que lhe confiastes e chegue juntamente com ele à vida eterna. Assim seja."
Padre Antônio Aguiar

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Vamos meditar a Paixão de Nosso Senhor?

VIA-SACRA - ESCOLA VENEZIANA – SÉC. XVIII 
CATEDRAL DE PÁDUA

Sexta Estação: A piedosa Verônica enxuga o rosto de Jesus.

Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos;
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.

Verônica enxuga o rosto de Jesus, ensanguentado e cheio de escarros. Ele a recompensa imprimindo sobre o linho Sua face adorável. Jesus é muito ultrajado e profanado no Adorável Sacramento: e, onde estão as Verônicas compassivas para reparar estas abominações? Fica-se espantado de se ver tantos sacrilégios cometidos contra o Augusto Sacramento; dir-se-ia que Jesus Cristo é entre nós em estranho, indiferente e desprezível.
Senhor, adoro sob o Véu Eucarístico, Vossa Sagrada Face cheia de glória e majestade; dignai-vos imprimir Vossos traços em meu coração.

         Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória...
       Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia! E, as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.

O seu rosto ensaguentado, por Verônica
enxugado, contemplemos com amor
Pela Virgem dolorosa, vossa Mãe
tão piedosa, perdoai-me ó meu Jesus,
perdoai-me ó meu Jesus.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS

Quão formosos são os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam o bem!
-Para batizar as criancinhas, dai-nos sacerdotes, Senhor!
-Para perdoar nossas misérias, dai-nos sacerdotes, Senhor!
-Para distribuir o pão celestial, dai-nos sacerdotes, Senhor!
-Para assistir os moribundos, dai-nos sacerdotes, Senhor!
-Para defender a santidade da família, dai-nos sacerdotes, Senhor!
-Para anunciar a vossa palavra redentora, dai-nos sacerdotes, Senhor!
-Para oferecer o sacrifício do altar, dai-nos sacerdotes, Senhor!
-Para consolar os aflitos e fortificar os fracos, dai-nos sacerdotes, Senhor!
-Para ser exemplo de vida  humilde e pobre, dai-nos sacerdotes, Senhor!
-Para ensinar-nos o amor de e do próximo, dai-nos sacerdotes, Senhor!
-Para expiar nossos pecados, dai-nos sacerdotes, Senhor!
-Para interceder por nós, dai-nos sacerdotes, Senhor!
-Para servir à comunidade cristã, dai-nos sacerdotes, Senhor! 
-Para das glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, dai-nos sacerdotes, Senhor!,
Quão formosos são os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam o bem! 
Mandai, Senhor, operário para a vossa messe! 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O que é importante para um coroinha?

Esta pergunta me veio ao coração: O que é importante para um coroinha?
Seria uma tunica bem passada? Seria uma batina vermelha com sobrepeliz bem arrumada?
Seria atuar em uma função onde todos o possam ver? Seria ser notado no altar por todos?
Etc.
Afinal uma tunica bem passada é importante, não pela túnica mas por causa daquele a quem se vai servir no altar, e ele merece sempre o melhor. A batina com sobrepeliz bem arrumada só tem sentido se for para aquele a quem se vai servir. A função só tem sentido se Cristo crescer e eu diminuir. Ele deve ser notado e eu não importa. Cristo, Cristo, sempre Cristo.
Afinal o que é importante para um coroinha?
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Padre Antônio Aguiar

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

ESTUDO SOBRE SÃO JOSÉ

  

ROMA, segunda-feira, 19 dezembro, 2011 (ZENIT.org) - Tem centenas de milhões de devotos no mundo. Há milhões de meninos e meninas que têm o seu nome. Está bem presente no Evangelho, no Presépio e nas Igrejas, mas a sua história humana e a sua importância na história da salvação são pouco conhecidas.
Estamos falando de São José, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus. Para saber mais ZENIT entrevistou o Reverendo Professor Salvatore Vitiello Coordenador do Mestrado em Arquitetura, arte sacra e Liturgia da Universidade Europeia de Roma e do Pontifício Ateneu Regina Apostolorum
Quem foi São José?
Vitiello: Era antes de mais nada um homem autêntico, que soube viver, com inteligência, fé e total dedicação, as circunstâncias nas quais Deus o tinha colocado, reconhecendo nelas a presença do mesmo mistério. Era um judeu observante, portanto, com profunda espera  do cumprimento das promessas de Deus para o Seu povo. Nos falam dele sobretudo os santos Evangelistas Lucas e Mateus, quando nos contam o início da nossa Salvação, do Anúncio do anjo à Maria de Nazaré, “uma virgem prometida em casamento a um homem da casa de Davi, chamado José”, que se teria tornado Mãe do Altíssimo. A casa de Davi (cf. Lc 1,27) era a descendência genealógica, a partir da qual, segundo as profecias do Antigo Testamento, Deus teria suscitado o Rei, que teria libertado o povo de Israel. A história de São José, a sua santidade, a atualidade da sua intercessão e do seu modelo para nós hoje, e do seu patrocínio com relação à Igreja universal iniciam, por providêncial Vontade divina, desde a ligação “esponsal” com Maria. Acolhendo a Maria, o Desenho de Deus sobre Ela atraía e envolvia também toda a sua vida. Na verdade, ele foi ainda convidado a "cooperar", num modo único e extraordinário, na mesma Obra da Salvação, tomando consigo Maria como sua esposa e se tornando, portanto, o pai "legal" de Jesus. De fato, no início da manifestação pública do Senhor Jesus, a primeira reação de cética maravilha dos habitantes de Nazaré foi a de perguntar: "Não é ele o filho do carpinteiro?" (cf. Mt 13,55).
O que o convenceu a aceitar Maria já grávida?
Vitiello: O entender, por revelação divina, que esta aceitação coincidiria com a adesão à vontade de Deus para ele: acolher aquela jovem israelita, que Ele amava profundamente, com a sua Criança, significava, para José, acolher a entrada de Deus na história e na sua mesma vida. Havia começado, com a concepção de Jesus no seio imaculado da Virgem e com a especial Vocação de José, o novo “método” de Deus: o Altíssimo, Criador do universo e Senhor de Israel, Aquele do qual não se podia pronunciar o Nome, nem fazer imagem, o absolutamente Outro, se revelava, numa hora por meio de um ponto preciso, um rosto, aquele da Criança que Maria tinha concebido, aquele da Criança que tinha os mesmos traços de Maria. Tudo o que tinha a ver com essa mulher e com o seu filho, teria a ver com o próprio Deus. São José o tinha entendido: depois da inicial dificuldade de tomar posição diante daquele acontecimento – dificuldade na qual ele mostrou toda a própria “justiça” (cf. Mt 1,19), tomando a decisão de não repudiar Maria, mas somente de deixá-la no segredo, para não expô-la ao apedrejamento previsto nas leis judaicas – ele recebeu o anúncio do anjo que o chamava a assumir para si a sua esposa e a tornar-se pai Daquele que tinha sido gerado por obra do Espírito Santo. Daquele momento, ele se dedicou sem reserva alguma ao serviço humilde, silencioso e cheio de amor, da sua nova família, a Família de Deus. 
Como ele desempenhou o papel de pai de Jesus, ainda sabendo que ele era o Filho de Deus?
Vitiello: O relacionamento pessoal entre Cristo e São José, tal como se desenvolveu diariamente e especialmente nos anos da "vida oculta" do Senhor em Nazaré, é para nós um mistério muito delicado e extraordinário. Sabemos, como a mesma Igreja que nos transmite nas Escrituras, que "Aquele de quem toma o nome toda paternidade no céu e na terra" (Ef 3.15) chamou José para se tornar, na terra, o pai de Jesus, o Filho eterno feito homem . Sabemos que ele aceitou, sem reservas e em obediência total, esta missão sublime, que, nas palavras do Papa Pio XI, foi colocada "recolhida, silenciosa, despercebida e desconhecida [...] na humildade e no serviço" entre as duas missões de João Batista e de São Pedro (cf. Pio XI, Homilia na Solenidade de São José, 19 de março de 1928). Conhecemos, depois, os acontecimentos que se sucederam até o retorno a Nazaré do Egito, onde tinha levado a Sagrada Família para escapar da ira assassina do rei Herodes, até o reencontro de Jesus adolescente entre os doutores do Templo. Sobre a paternidade de São José e a filiação de Jesus, no entanto, existe como um mistério - o mistério da íntima relação entre Cristo e José - , do qual podemos ter um vislumbre de algo, por ocasião do encontro de Jesus no Templo. São Lucas escreve que, tendo-o encontrado, a Mãe disse-lhe: "Filho, por que você fez isso conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos "(Lc 2,48). As palavras de Maria revelam a "angústia" de São José, o amor profundo que ele tinha por Jesus e também como se ele não estava sozinho para cumprir a missão recebida, mas a compartilhava - poderíamos dizer - cada “detalhe", com a mesma Beata Virgem Maria, tendo diante de seus olhos o constante e feliz "sim" dela à Vontade de Deus, aprendendo dela a reconhecer no filho, com profunda admiração, o Mistério Presente. Na mesma passagem do Evangelho se diz que Jesus "desceu com eles a Nazaré e foi obediente " (Lc 2,51). O Filho de Deus, nascido da Virgem, tinha-se despojado da glória divina para assumir a nossa condição humana, para abaixar-se até "mendigar" o nosso amor e a nossa acolhida, que eram o amor e acolhida de Maria e José de Nazaré. O mesmo Amor mendigava o ser amado e se confiava totalmente aos cuidados de São José, de tal forma que acreditamos que tenha sido, ainda na consciência orante da própria responsabilidade, extraordinariamente agradável poder tomar conta do Deus menino, tanto que na tradicional oração a São José recitamos: “O felicem virum, beatum Ioseph – oh, homem feliz, beato José, ao qual foi concedido não somente de ver Aquele que muitos reis desejaram ver e não viram, ouvir e não ouviram, mas também de abraça-lo, beijá-lo, vestí-lo e cuidá-lo!”
Por Antonio Gaspari - (Tradução TS)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Oração do Coroinha

Senhor Jesus Cristo,

sempre vivo e presente conosco,

tornai-me digno de Vos servir no altar

da Eucaristia, onde se renova o

sacrifício da cruz e vos ofereceis

por todos os homens.

Vós, que quereis ser para cada um o

amigo e o sustentáculo no caminho da

vida, concedei-me uma humilde e

forte, alegre e generosa, pronta para

vos testemunhar e servir.

E porque me chamastes ao Vosso serviço,

permiti que Vos procure e Vos encontre,

e, pelo sacramento do Vosso Corpo e

Sangue, permaneça unido a Vós para

sempre.

Amém.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

ORAÇÃO PELOS SACERDOTES


Ó Jesus, Pontífice Eterno, Divino Sacrificador, Vós que, no Vosso incomparável amor, deixastes sair do Vosso Sagrado Coração o sacerdócio cristão, dignai-Vos derramar, nos Vossos sacerdotes, as ondas vivificantes do Amor infinito.

Vivei neles, transformai-os em Vós, tornai-os, pela Vossa graça, instrumentos de Vossas Misericórdias.

Atuai neles e por eles, e fazei que, revestidos inteiramente de Vós pela fiel imitação de Vossas adoráveis virtudes, operem, em Vosso nome e pela força de Vosso espírito, as obras que Vós mesmo realizastes para a salvação do mundo.

Divino Redentor das almas, vede como é grande a multidão dos que dormem ainda nas trevas do erro; contai o número dessas ovelhas infiéis que ladeiam os precipícios; considerai a multidão dos pobres, dos famintos, dos ignorantes e dos fracos que gemem ao abandono.

Voltai para nós por intermédio dos Vossos sacerdotes. Revivei neles; atuai por eles, e passai de novo através do mundo, ensinando, perdoando, consolando, sacrificando, e reatando os laços sagrados do amor entre o Coração de Deus e o coração humano.

    Amém.

Oração indulgenciada por São Pio X em 1905

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Servir o Altar

No dicionárioa palavra  servir - tem diversos sentidos como:
v. tr.
v. tr.

1. Ser criado de.
2. Ser útil ou prestável a.
3. Aviar.
4. Fornecer.
5. Pôr na mesa (refeição ou tempero).
6. Ministrar (comida, bebida, etc.).
7. Cuidar de.
8. Empregar; usar.
9. Auxiliar; favorecer; ajudar.
v. intr.
v. intr.
10. Desempenhar quaisquer funções.
11. Viver na dependência de alguém.
12. Viver ou trabalhar como servo.
13. Ser útil, vantajoso.
14. Ser favorável.
15. Dar serventia.
16. Fazer as vezes de.
17. Causar.
v. pron.
v. pron.
18. Dignar-se.
19. Aproveitar-se.
20. Utilizar-se de uma iguaria, à mesa.
No caso do coroinha a palavra servir tem o sentido de auxiliar, ajudar no altar. Seu exemplo é o próprio Cristo Servo: "Vim para servir e não para ser servido". Cristo colocou-se inteiramente a serviço da humanidade. Sua própria mãe a Virgem Maria tambem se colocou nesta postura: "Eis aqui a Serva do Senhor".
Portanto, buscar servir como Cristo. Eis a nobre tarefa do coroinha. Depois continuamos nossa conversa. 
Padre Antônio Aguiar

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O Tempo Comum

O Tempo Comum é um período do ano litúrgico de trinta e três ou trinta e quatro semanas nas quais são celebrados, na sua globalidade, os Mistérios de Cristo. Comemora-se o próprio Mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos.
O Tempo Comum é o período mais extenso do ano litúrgico: 33 - 34 semanas distribuídas entre a festa do Batismo de Jesus até o começo da Quaresma e as outras semanas entre a segunda-feira depois de Pentecostes e o início do Advento.
Este tempo existe não para celebrar algum aspecto particular do mistério de Cristo mas para celebrá-lo em sua globalidade, especialmente em cada domingo (cf. NALC 43: Normas gerais sobre o Ano litúrgico e o Calendário); durante este tempo se aprofunda e se assimila o mistério de Cristo que se insere na vida do povo de Deus para torná-la plenamente pascal;
O elemento principal e mais forte do Tempo Comum é o DOMINGO, que surgiu antes mesmo da celebração anual da Páscoa.  Era o único elemento celebrativo no correr do ano: a grande celebração semanal do Mistério Pascal de Cristo. É, pois, um tempo marcadamente caracterizado pelo Domingo, quer pela teologia, quer pela espiritualidade.
Gostaria de ressaltar de modo particular, conforme tem nos pedido os últimos Papas sobre a importância do domingo para a vida do coroinha. Como sabemos a Eucaristia, a Missa é o ponto mais importante e o centro de toda a vida do cristão, também do coroinha como Servidor do Coroinha. Pois para o servidor do altar a semana começa com a Missa do domingo e termina com a Missa do domingo.
Fico de fato surpreso por algumas pessoas - numerosas diga se de passagem - me perguntarem se faltar à Missa ao domingo é pecado. Espero que nenhum coroinha tenha dúvida quanto a isso. É pecado grave que deve ser confessado antes que o coroinha ou qualquer outro católico volte a comungar. Então, como anda a sua participação na Missa dominical?
Padre Antônio Aguiar

domingo, 8 de janeiro de 2012

Epifania

Neste domingo celebramos a festa de Epifania. Com ela, a Igreja celebra a manifestação de Jesus ao mundo. Epifania, palavra de origem grega, significa manifestação externa, aparecimento.
No mundo helenista, a palavra era usada para exprimir a chegada de um imperador em visita aos territórios de seu domínio. O uso tradicional desta palavra, para indicar esta narrativa do nascimento de Jesus, em Mateus, induz a uma interpretação gloriosa deste nascimento.
A estrela que guiou os magos parou num humilde presépio, onde nascera o Menino Jesus e onde Maria e José permaneceram por algum tempo, cuidando, contemplando e adorando o Menino-Deus. A estrela leva a Jesus. O ambiente é rústico, simples e pobre, mas a estrela indica a grandeza do Filho de Deus, que se tornou humano para que nós pudéssemos nos tornar divinos.
Da mesma forma como os magos seguiram a estrela chegando a Jesus, o coroinha deve entender que estar próximo ao altar é uma oportunidade de estar próximo de Jesus, de o encontrar na Eucaristia.
Padre Antônio

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

"SÓ UM ADORADOR..."


Só um adorador eu quero ser Senhor 
Mesmo que eu venha perder tudo 
que possuo nessa terra
Quero parecer-me contigo 
Nos mais simples gestos revelar-te 
Por isso corrija-me, modela-me 
Faz desta pedra um retrato Teu

Imagem: Irmão Rodolpho Gomes - http://www.facebook.com/gomesrodolpho

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

VAMOS REZAR O TERÇO DE SÃO JOSÉ ?


Em lugar do Pai Nosso: 

Meu glorioso São José, nas vossas maiores aflições e tribulações, o Anjo não vos valeu? 
Valei-me, São José

Em lugar das Ave-Marias:

São José, valei-me!

No fim:

Vinde, São José chegou o momento. Valei-nos agora e em todo tormento. Pai providente de Jesus, prestai-nos auxílio, no sofrimento da terra e no exílio. Mostrai que sois pai de amor e de bondade, agora que é grande a necessidade. Amém

São José, Valei-nos!

Fonte: Livro: Dirigi-vos a José; Pe.Antônio Aguiar Pereira

03 de Janeiro: Festa da Imposição do Santíssimo Nome de Jesus

O Santíssimo Nome de Jesus sempre foi honrado e venerado na Igreja desde os primeiros tempos. Só no século XIV começou a propagar o culto litúrgico. Os franciscanos difundiram esta devoção com entusiasmo e fervor. Logo foi instituída a festa litúrgica e, em 1530, o Papa Clemente VII autorizou o culto litúrgico e o Ofício divino na Ordem Franciscana. São Francisco alimentava muita ternura para com o nome de Jesus. Se encontrasse pedaços de papel com o nome de Jesus escrito, os recolhia com medo de serem pisoteados. De igual maneira deviam fazer os irmãos. Quando pronunciava este nome, não podia seguir falando por causa da íntima doçura que o envolvia. O mais fervoroso propagador da devoção do Santíssimo Nome de Jesus foi São Bernardino de Sena. Para ele o nome de Jesus foi o meio eficaz para reconduzir os povos a uma vida evangélica, para despertar a fé e afugentar os vícios. São João de Capistrano, à frente do exército cristão, invocando o nome de Jesus em Belegrado derrotou e pôs em fuga as tropas mulçumanas. São João de Marca, invocando este nome, curou enfermos, expulsou demônios, realizou milagres. São Leonardo de Porto Maurício, os beatos Alberto de Sarteano, Bernardino de Feltre, Mateus de Agrigento, Marcos Fantuzzi de Bolonha e muitos outros foram apóstolos e difusores desta devoção.
Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

Fabiano Macedo
ZELUS DOMUS TUAE COMEDIT ME